“Capitu chamava-me às vezes bonito, mocetão, uma flor; outras pegava-me nas mãos para contar-me os dedos. E comecei a recordar esses e outros gestos e palavras, o prazer que sentia quando ela me passava as mãos pelos cabelos, dizendo que os achava lindíssimos. Eu, sem fazer o mesmo aos dela, dizia que os dela eram muito mais lindos que os meus. Então Capitu abanava a cabeça com uma grande expressão de desengano e melancolia, tanto mais de espantar quanto que tinha os cabelos realmente admiráveis; mas eu retorquia chamando-lhe maluca. Quando me perguntava se sonhara com ela na véspera, e eu dizia que não, ouvia-lhe contar que sonhara comigo, e eram aventuras extraordinárias, que subíamos ao Corcovado pelo ar, que dançávamos na lua ou então que os anjos vinham perguntar-nos pelos nomes, a fim de os dar a outros anjos que acabavam de nascer. Em todos esses sonhos andávamos unidinhos.”
“Você nunca vai valer muito pra quem não vale nada.”
“Bem – me - quer, mal – me - quer, bem – me - quer, mal – me – quer, bem – me - quer, mal – me - quer, bem – me - quer, mal – me – quer! mal – me – quer? – dessa vez não ta valendo. (arranca outra flor de sei lá o quê) Bem – me - quer, mal – me - quer, bem – me - quer, mal – me – quer, bem – me - quer, mal – me - quer, bem – me - quer, mal – me – quer, bem – me – quer! – Ele me ama – Gritou e suspirou. Sorriu um sorriso daqueles que se dá quando a alma também sorri. Sorriu por dentro e por fora.”